25 de julho de 2012
Aos escritores amigos
25 de junho de 2012
Fotografias de um jardim de três borboletas.
7 de junho de 2012
Vamos fazer um filme?
Somos muito mais que isso
Somos pingüim, somos golfinho
Homem, sereia e beija-flor
Leão, leoa e leão-marinho
Eu preciso e quero ter carinho, liberdade e respeito
Chega de opressão:
Quero viver a minha vida em paz
Quero um milhão de amigos
Quero irmãos e irmãs
Deve de ser cisma minha
Mas a única maneira ainda
De imaginar a minha vida
É vê-la como um musical dos anos trinta
E no meio de uma depressão
Te ver e ter beleza e fantasia."
19 de maio de 2012
da covardia de não amar.
7 de abril de 2012
Recife
3 de março de 2012
Ao meu Partido.
Já houve um tempo em que qualquer possibilidade de uma participação minha em um partido ou atividade deste era uma idéia que me causava repulsa. Vangloriava-me de não me interessar por política partidária inclusive dispensando sobre ela todos os males desta sociedade. Mas não era por menos, filha de pais petistas assisti o desgosto de minha mãe com a degeneração do partido que para ela, e para muitos mais trabalhadores, era esperança e alternativa de emancipação do povo pobre e explorado deste país. Um partido que os traiu covardemente se entregando aos interesses da burguesia.
Apesar dos pesares não houve como refutar-me da vida política alimentada em casa e posteriormente na universidade. Justamente na universidade que tive a oportunidade de entender mais claramente como se davam as divergências de grupos e partidos políticos entre a juventude organizada, e principalmente perceber suas práticas.
A partir dos encontros estudantis de área (por curso) de Serviço Social e das movimentações por dentro da Universidade Federal do Maranhão, pude identificar que haviam os que lutavam, os que não se importavam e os que se omitiam covardemente de se enfrentar com a reitoria em seu despotismo e com os governos de uma forma geral.
Foi a partir das experiências cotidianas que identifiquei a atuação sincera e coerente da ANEL, Assembléia Nacional dos Estudantes – Livre, paralela à atuação da UNE parasita que hoje vomita em cima de sua própria história. Foi atuando em um movimento estudantil que defende a aliança operário-estudantil; uma educação pública gratuita, de qualidade, socialmente referenciada; que combate toda forma de opressão machista, racista, homofóbica; que pude entender verdadeiramente a necessidade da construção de uma nova sociedade, um novo modelo de sociabilidade em que seriam possíveis os nossos sonhos.
No movimento, na luta e principalmente vendo quais eram as organizações partidárias que sempre estavam nas ruas, nas intervenções junto aos trabalhadores, que fui desmistificando o que eu pensava ser um partido político da classe. Conheci o Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado, o PSTU socialista e revolucionário, o qual eu não sabia ainda mas, teria orgulho em reivindicar tempos mais tarde.
A verdade é que eu não precisava de anos estudando Serviço Social para compreender que o sistema capitalista não serve a nenhum dos homens e mulheres que verdadeiramente constroem e produzem a vida e as riquezas diariamente nesta sociedade. O sistema que servia e serve até hoje apenas aos que nos dominam para que continuem a nos dominar precisava ser destruído e só quem o poderia fazê-lo era quem mais sofria com ele – as trabalhadoras e os trabalhadores.
Não demorou muito para compreender que conspirar contra o capitalismo precisava ser uma tarefa científica e que era preciso um instrumento consciente na construção dessa nova sociedade, um partido de organização da classe que seria capaz de ser elemento catalisador rumo á revolução socialista. Um partido que tenha um programa real para a emancipação da classe trabalhadora que eu entendo que daqui a alguns anos pode ser outro nome, outra sigla, mas que hoje é o PSTU.
Não demorou pra eu entender que na luta de classes, na luta por uma outra sociedade, é preciso tomar partido.
Um partido que luta ombro a ombro com a classe trabalhadora, que defende um programa rumo à transformação radical desta sociedade, que entende que a juventude e os trabalhadores são os protagonistas dessa transformação, que não acredita que a libertação da classe se dará por vias eleitorais, que não abdica de seus princípios, um partido para a juventude indignada, um partido de mulheres e homens, negras, homossexuais, oprimidos e explorados.
Um partido que não é perfeito e não está pronto, mas que construímos cotidianamente nas lutas. Um partido que tenho orgulho de construir junto a camaradas valorosos.
O meu partido, o PSTU.
“Porque na luta entre desiguais, a indiferença é aliada do mais forte.”


